Oração Shin-Budista das Crianças
" Eu sou um elo na dourada corrente de amor do Buda Amida, que se espalha pelo mundo.Devo manter meu elo iluminado e forte.
Tentarei ser bondoso e gentil com cada ser vivo e proteger todos que são mais fracos do que eu.
Tentarei ter pensamentos puros e belos, dizer palavras puras e belas e agir com pureza e beleza, sabendo que daquilo que faço agora depende não só a minha felicidade ou infelicidade, mas também a dos outros.
Possa cada elo na dourada corrente de amor do Buda Amida se tornar iluminado e forte, e possamos todos nós alcançar a paz perfeita. "
(tradução livre por Clarice Villac,
e Ricardo Doninelli Mendes.)
Shin Buddhist Children's Prayer
"I am a link in Amida Buddha's golden chain of love that stretches around the world.I must keep my link bright and strong.
I will try to be kind and gentle to every living thing and protect all who are weaker than myself.
I will try to think pure and beautiful thoughts, to say pure and beautiful words and deeds, knowing that what I do now, depends not only on my happiness or unhappiness but also those of others.
May every link in Amida Buddha's golden chain of love become bright and strong, and may we all attain perfect peace."
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GhandiandoPois é, cada ser vivo tem sua forma de sentir.
O budismo nos lembra dos "seres sencientes". " Senciente" vem do latim: "sentiente", que sente, tem sensações.
Muitas crianças nascem com empatia espontânea aos animais, e conseguem olhar sem pré-conceitos nos olhos de cachorros, gatos, cavalos, coelhos, patos, galinhas, papagaios ou outros que tenham a oportunidade de encontrar, e, realmente, se "encontram" com eles.
Não precisamos nos tornar adultos imunes a esta percepção.
Não existe só esta maneira de comer, vestir, se divertir, a que nossa civilização ocidental se acomodou.
Podemos viver sem basear nossa dieta na morte de nossos amigos animais.
Podemos ir a um circo com artistas humanos, equilibristas, mágicos, mas sem o sofrimento dos animais confinados e condenados a muitas limitações e crueldades.
Gandhi nos dizia que a própria vida implica, em si mesma, alguma violência. E que cabe a cada um de nós escolher o caminho da violência menor.
Não precisamos mudar nosso modo de comer, vestir, olhar a civilização, de uma só vez, mas podemos ir aos poucos, reavaliando o jeito que temos de aceitar (ou não) os costumes já confortavelmente estabelecidos nos dias de nossas semanas.
Acredito na possibilidade de um novo olhar, menos violento e egoísta, mais flexível e mutável - pena que pra isso muitas vezes seja preciso expor toda a dor subjacente, disfarçada mas presente no olhar dos cavalos das carroças que "atrapalham" o trânsito de nossas cidades, no movimento da cabeça de um cachorro perdido nas ruas quando se dirige pra pessoas que conversam contentes... no miado do filhote de gato sozinho na chuva... no pacote de bife que mancha a sacola...
Clarice Villac
12.01.2006
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