MAR
João José de Melo Franco
Que importa o que penso do mar ou que poemas nele navegam
em sonhos, dores ou amores de tantos poetas?
Que importam as palavras a lamber as areias das praias
e os sentimentos que trazem em ondas como mar?
São como urros obscuros
que avançam e param em ondas como mar.
São sussurros de amores e suas dores
que chamam com lamentos em ondas como mar.
São como corpos de poetas afogados
em lágrimas de sal em ondas como o mar.
São como o olhar que procura em vão
entender os vultos a se mover em ondas como o mar.
São como a imensidão dos pensamentos mais profundos
emersos da solidão em ondas como o mar.