
Manoel de Barros
de dentro do seu menino
vai escovando as palavras
e voa fora da asa
com sua visão
oblíqua
de brincar com os bichinhos
do mato, do chão, do ar
canoeiros, andarilhos
infinitos, coloridos
vocábulos transmutantes...
surpreende qualquer lógica
suspende o senso comum
e preenche com magia
intriga e desperta adultos
e devolve a cada um
livre-espírito-criança
Clarice Villac
09/10.11.2010