lá dentro
Estava andando por aí
e comecei a escutar
aquela música...
delicada, suave,
como que pronunciada...
do modo ímpar
que só conseguem
as caixinhas de música...
e logo em seguida
risinhos e sons
de nenezinho interagindo
ao estímulo encantador...
daquela música
delicada, suave,
que vinha da caixinha...e desejei
que a sabedoria ancestral
concentrada nela
seguisse pela vida com aquela criança
que sua harmoniosa magia
se perpetuasse num mantra
e nos momentos difíceis
ressoasse em seu interior
a lhe fazer companhia
a lhe proteger da escuridão
a lhe guiar com alegria...
Clarice Villac
04.01.2005
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