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Às margens do igarapé


Foi numa noite de festa
que seus olhos se cruzaram
quando a Lua ia alta
a dançar se aproximaram
Ele, alegre e bem gentil
Ela, riso juvenil
e logo se apaixonaram

Brincaram a noite inteira,
ela de saia florida,
ele com seu chapéu branco
Com ternura desmedida,
abraços e cafuné
perto do igarapé
até esquecer da vida...

Antes do amanhecer
revela-se o ignoto
segredo particular:
pula nas águas o boto
Mas sempre retornará
e de novo a amará –
ficou o amor em broto.



Clarice Villac
22.08.2007

 

 

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